HISTÓRIAS REAIS


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Lawrence Lemieux 
é um iatista canadense que recebeu do Comitê Olímpico Internacional, a Medalha Pierre de Coubertin.
Em 1968, durante as Olimpíadas de Seul,  Lemieux abandonou temporariamente a prova em que competia quando estava em primeiro lugar para socorrer dois companheiros de regata, de um outro barco, que haviam caído ao mar. Com isso, tornou-se impossível regressar à competição a tempo de lutar pela vitória. Mas, diante de tal ato, o júri lhe concedeu a Medalha Pierre de Coubertin, com elogios de desportivismo, auto-sacrifício e coragem, personificando o ideal olímpico.
Seoul, 1988
 Quando marinheiro Lawrence Lemieux representou o Canadá em Seul e tinha grandes esperanças de voltar com uma medalha.  Mas, não esperava voltar para casa com a medalha Pierre de Coubertin. Medalha especial para os atletas que têm mostrado um excepcional espírito de esportividade ou, como no caso dele, herói de um resgate dramático no mar.
Lemieux estava representando o Canadá como iatista. Durante mais de 10 anos ele havia se preparado para aquele momento. Estava em primeiro lugar apesar das condições desafiadoras, com fortes ventos e correntes que causavam ondas extremamente íngremes. Lemieux estava ganhando a corrida. Um número grande de concorrentes estavam disputando com enormes dificuldade nos mares pesados, incluindo o de Singapura, uma equipe de dois homens. Lemieux viu seu bote virado para cima: -um dos homens estava agarrado ao casco, mas o outro estava à deriva impotente. Havia cortado a mão e sangrava muito. Com certeza, eles teriam se perdido naquele mar revoltoso. Eu tive que tomar uma decisão e quando percebi a dinâmica do problema não tive dúvida. Abandonei o curso e corri para socorre-los.
A esperança de uma medalha desapareceu assim que ele mudou de rumo para resgatar seus concorrentes. Lemieux terminou a prova em 22 º lugar. 
Será que ele nunca, nem por um momento, lamentou essa decisão? -Não! Eu não estava pensando sobre isso enquanto lutava para salva-los.
O descontraído canadense com um sorriso pronto, hoje com 56 anos é internacionalmente procurado como treinador. 
A medalha Pierre de Coubertin
 é uma enorme honra. 
Desde que foi lançada, em 1964, apenas 11 pessoas foram premiadas, incluindo Vanderlei Cordeiro de Lima maratonista brasileiro, nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.


HOMENAGEM ESPECIAL
IRENA SENDLER
Uma linda história de amor




Falecida maio de 2008, aos 98 anos de idade IRENA SINDLER representa o dinamismo voluntário da forma mais difícil. E ela o fez durante anos e anos. 
Irena Sendler também conhecida como "o anjo do Gueto de Varsóvia," foi uma ativista dos direitos humanos durante a Segunda Guerra Mundial, tendo contribuido para salvar mais de 2.500 crianças ao levar alimentos, roupas e medicamentos às pessoas barricadas no gueto, com risco da própria vida.

A razão pela qual resgatei as crianças tem origem no meu lar, na minha infância. Fui educada na crença de que uma pessoa necessitada deve ser ajudada com o coração, sem importar a sua religião ou nacionalidade.

As crianças só conheciam Irena pelo seu nome de código "Jolanta". Mas anos depois, quando a sua fotografia saiu num jornal depois de ser premiada pelas suas acções humanitárias durante a guerra, um homem chamou-a por telefone e disse-lhe: “Lembro-me de seu rosto. Foi voce quem me tirou do gueto” E assim começou a receber muitas chamadas e reconhecimentos públicos.

Assistente social, Irena Sendler trabalhava antes da guerra com famílias judias pobres de Varsóvia, a primeira metrópole judia da Europa, onde viviam 400.000 dos 3,5 milhões de judeus de toda a Polônia. A partir do outono de 1940, passou a correr muitos riscos ao fornecer alimentos, roupas e medicamentos aos moradores do gueto instalado pelos nazistas. A polonesa conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto e as alojava entre famílias católicas e conventos. As crianças eram escondidas em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.
Irena Sendler foi presa em sua casa em 20 de outubro de 1943.
Durante o período em que ficou detida no quartel-general de Gestapo, foi torturada pelos nazistas que quebraram seus pés e pernas. Ainda assim, ela não falou nada. Logo depois, foi condenada à morte, mas milagrosamente foi salva quando a conduziam à execução por um oficial alemão que a resistência polonesa conseguiu corromper.
Irena Sendler continuou sua luta clandestina sob uma nova identidade até o final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país. Nunca se considerou uma heroína.


"Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco", confessou.


Devido ao seu estado de saúde delicado, Irena Sendler não participou da cerimônia que lhe homenageou em 2007, mas enviou uma sobrevivente, salva por ela em um gueto quando bebê, em 1942, para ler uma carta em se nome.


"Convoco todas as pessoas generosas ao amor, à tolerância e à paz, não somente em tempos de guerra, mas também em tempos de paz"



Voce sabia que pode doar dente de leite, sangue menstrual e até mesmo aquela gordura retirada de uma lipoaspiração?


Pois... Surpreenda-se!!!


Dentes de leite, gordura de lipoaspiração, placenta, urina de gestante e até sangue menstrual, descartados como lixo, na realidade tem muito mais utilidade do em geral se imagina. Esses resíduos do corpo humano ajudam a medicina a evoluir no desenvolvimento de pesquisas e podem salvar vidas. Muitos são usados em estudos sobre as células-tronco, para identificar a potencialidade de regeneração e divisão desse tipo de organismo vivo. Essa modalidade de doação, no entanto, é quase desconhecida no Brasil. Os cientistas precisam se desdobrar para que as pesquisas não parem por falta de material.
No Centro de Estudos do Genoma Humano, onde é feito esse trabalho, há muito mais células que interessam aos cientistas mas, vamos entender um pouco mais:
DENTE DE LEITE:
As células encontradas na polpa do dente, logo após a queda natural, são usadas para a produção de neurônios, destinados a estudos em laboratório. O objetivo principal do projeto é usar células de polpa de dente de pacientes com autismo para estudar a doença, mas também são aceitas doações de pacientes que não têm autismo, pois as células são usadas como controles comparativos. O Laboratório de Células-Tronco da Faculdade de Veterinária da Universidade de São Paulo (USP), tem um projeto com o nome de "A fada do dente". As células são usadas unicamente para as pesquisas e, por isso, não podem ser utilizadas para introdução em pacientes. As doações podem ser feitas por pessoas de todo o País, mas o dente precisa chegar muito rapidamente ao laboratório. "No máximo, em até 48 horas após a queda". Quando o dente estiver amolecendo, os pais devem entrar em contato com os pesquisadores, por e-mail, para que possam receber em casa o kit adequado para coleta e armazenamento. Assim que cair, o dente deve ser imerso no material recebido e enviado para a equipe o mais rápido possível. Para esse estudo, dentes que já caíram e permaneceram guardados não podem ser doados, pois as células da polpa já morreram.
GORDURA DE LIPOASPIRAÇÃO:
A gordura retirada durante uma cirurgia de lipoaspiração também pode ser colocada a serviço da ciência. O material analisado pode recompor músculos e tratar distrofias musculares que causam limitações aos movimentos. O que seria lixo hospitalar é usado pesquisas. A gordura retirada durante a lipoaspiração é subcutânea, isto é menos invasiva. Não são gorduras das camadas mais profundas do corpo Gomes. O paciente que pretende fazer uma lipo e deseja doar a gordura retirada deve entrar em contato com o CEGH para que os pesquisadores orientem os médicos sobre as formas de coleta e armazenamento do material. , apenas aceitamos As doações podem ser de pacientes de qualquer idade, sem restrição. os laboratórios do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP utilizam o material, entre outros, para investigar a diferenciação da célula-tronco para a formação de músculos.
SANGUE MENSTURAL:
O sangue menstrual que possui células mesenquimais. Celulas que alta capacidade de autorrenovação e potencial para formar músculos, ossos, gordura e até cartilagem.
Para fazer a doação é preciso receber instruções sobre a coleta. A doadora deve utilizar um coletor, em forma de taça, lavável e reutilizável, por 2 ou 3 horas. Em seguida, o material deve ser armazenado num recipiente fornecido pelo grupo de pesquisa. Quem doa precisa morar em São Paulo e deve preencher um formulário para autorizar a utilização do material para estudos.
Centro de Estudos do Genoma Humano (CEGH), da USP
Rua do Matão – travessa 13, 106
Fone:  (11) 3091.7966 / 3091.0878
Cidade Universitária CEP: 05508-090
São Paulo - SP / Brasil
URINA DE GESTANTE: 
Trabalho realizado pelo Programa HCG. Trata-se de um programa de doação de urina de gestante! Graças as doações de urina promovidas pelo Programa HCG, este hormônio é extraído e posteriormente vira medicamento para combater a infertilidade e outros afins.
PLACENTA:
A placenta da gestante produz um hormônio, muito famoso, chamado HCG (Gonodotrofina Coriônica Humana), este hormônio funciona como anti-abortivo especialmente nos primeiros meses de gestação!
Optei por não colocar qualquer tipo de imagem.
As reais são muito chocantes.

 CABELO:
O cabelo é outro material que pode ser doado, mas não para estudos científicos. Nesse caso, os fios servem para a confecção de perucas para as mulheres escalpeladas assistidas pela ONG dos Ribeirinhos Vítimas de Acidentes de Motor (Orvam), sediada no Pará. O escalpelamento é comum em comunidades próximas aos rios, onde o barco é o meio de transporte mais utilizado. Acontece quando o cabelo de alguma passageira se prende ao eixo do motor das embarcações, que arranca o couro cabeludo total ou parcialmente. Para a fundadora da ONG, a assistente social Maria Cristina de Jesus, a criação de perucas trabalha a autoestima feminina ameniza os traumas. Cada peruca dura cerca de 7 meses. A organização não governamental aceita qualquer tipo de cabelo, com tamanho a partir de 20 centímetros.
Doar para pesquisas também é um ato de amor e solidariedade!!!



O pecuarista Robson Cézar Correia de Mendonça morava em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, ao lado de sua mulher e seu casal de filhos. Em busca de uma vida melhor, viajou a São Paulo após vender seus bens e sofreu um duro golpe do destino: foi assaltado logo em sua chegada na cidade, tornando-se um morador de rua.

Após um ano sobrevivendo nesta condição, soube da morte de sua mulher e filhos decorrente de um acidente de carro. Ao tentar se informar melhor sobre o ocorrido, procurou a Câmara Municipal paulista, onde foi barrado pelos seguranças por ser um morador de rua sem estudo. Impedido ainda de retirar livros em bibliotecas deu início ao projeto BICICLOTECA, uma iniciativa que visa dar acesso à cultura aos moradores de rua da cidade de São Paulo.

 
Uma moradora da cidade de Mirassol, no interior de São Paulo, trabalhava com reciclagem como meio de sobrevivência. Mas além de plásticos, vidros, papel e metais, Cleuza Branco Oliveira, de 47 anos, resgatou outros objetos do lixo: livros.
Cleuza era semi-analfabeta quando começou a descobrir livros durante o seu trabalho de reciclagem. Machado de Assis, José Saramago, Jorge Amado, entre outros autores eram alguns dos "resgatados" por Cleuza no dia a dia.
A catadora guardava os livros para depois os ler em casa. Depois de acumular muitos exemplares, ela realizou um sonho: montou uma biblioteca e disponibilizou as obras para todos.
Inaugurada na associação local de catadores, a biblioteca já conta com um acervo de 300 títulos. A biblioteca não cobra pelo empréstimo das obras, mas quem quiser pode comprar os títulos repetidos por um valor simbólico. Esse pequeno rendimento é revertido a favor da associação.


Meninos salvam cachorro de afogamento
Emocionante:  ver e refletir!
Veja no You Tube







Lição do Rato






 Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa  abrindo um pacote.  Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.  Ao descobrir que era ratoeira ficou aterrorizado.  Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
 - Há ratoeira na casa, ratoeira na casa!
A galinha:
 - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema  para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
 O rato foi até o porco e:
 - Há ratoeira na casa, ratoeira !
 - Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser  orar. Fique tranqüilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca e:
 - Há ratoeira na casa!
 - O que? Ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

 Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua
 vítima.. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No  escuro, ela não percebeu que a ratoeira havia pego a cauda de uma  cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...

 O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.
 Ela voltou com febre.  Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que  uma canja de galinha.

 O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
 A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca,
 para alimentar todo aquele povo.

Moral da História:
 Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um
 problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se
 que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.

O problema de um é problema de todos!




COMO TUDO COMEÇOU...

Nos rios Amazônicos, onde pequenas embarcações são o principal meio de transporte e sobrevivência acontece um acidente, o ESCALPELAMENTO. A palavra vem de escalpo, nome científico do couro cabeludo no qual é arrancado do crânio, que era um troféu de guerra para os índios americanos.
 Na Amazônia, o que provoca o escalpelamento é o acidente nos barcos, no qual centenas de mulheres e crianças já foram vítimas, e tiveram o couro cabeludo retirado bruscamente de forma parcial ou total pelo eixo do motor que atravessa o barco.

Um drama que a maior parte do Brasil e do mundo, nem sabe que existe.

Uma forte rotação do motor enrola os cabelos em torno do eixo arrancando todo ou parte do escalpo, orelhas, sobrancelhas, uma enorme parte da pele do rosto e do pescoço
Este tipo de acidente ocorre em embarcações precárias onde não existe nenhum dispositivo de proteção do eixo dos motores e das hélices. Quando o motor é ligado, o eixo gira em alta velocidade. Durante a viagem, é comum o barco ficar alagado e os passageiros têm que tirar o excesso d'água. Ao se aproximar do eixo, centenas de meninas e crianças da Amazônia foram sugadas e tiveram o couro cabeludo arrancado.
Isso leva a deformações graves, traumas psicológicos e até a morte.

O tratamento é doloroso e dura mais de dez anos. A primeira etapa é repor a pele do crânio com enxertos retirados das pernas. Os médicos recorrem ao expansor, uma espécie de bolsa, que é colocada por baixo da pele do paciente. Toda semana, a prótese recebe soro fisiológico e vai enchendo. O objetivo é esticar a pele e aumentar o couro cabeludo.

O escalpelamento no norte do país é mais comum do que se imagina. Santarém, Altamira e Barcarena são os municípios que registram mais acidentes deste tipo. Nos últimos 20 anos, quase 200 vítimas foram atendidas na Santa Casa de Belém, 5% morreram. A cada mês, dois acidentes em média são registrados no Pará. Além da dor e do sofrimento estas meninas têm que enfrentar outro drama: o preconceito.
Sabe-se que existe ações voltadas para a causa, como o projeto lei 1.531/2007, já aprovado na Câmara e em tramitação no Senado Federal, que obriga instalar a proteção sobre o eixo e o motor das embarcações em todo o território nacional para evitar o escalpelamento, a Comissão Estadual de Erradicação aos Acidentes com Escalpelamento de Belem-PA, juntamente com o Espaço Acolher, local criado pela Santa Casa de Misericórdia do Pará, se responsabilizam pelo atendimento as acidentadas e seus familiares que as acompanham durante o período de tratamento médico.

Porém, sempre será necessário um envolvimento maior da sociedade para supressão dos acidentes.

No dia 28 de Agosto, é o Dia Nacional de Combate e Prevenção aos Acidentes com Escalpelamento. Em Belém-PA, o evento ocorreu na Praça Dom Pedro, acontecendo um grande momento de sensibilização por meio das histórias das mulheres que sofreram o acidente de motor.

Este marco impulsionou a Sra. Maria Cristina Santos, Assistente Social, que na época trabalhava como secretária na Fundacentro, órgão que discute a questão da segurança e saúde do trabalhador vinculada ao Ministério do Trabalho, ao perceber a necessidade de um espaço especifico para estimular a vitima de acidente de motor (escalpelados), ao recomeço de suas vidas, trabalhando a auto-estima, preconceito e a promoção da integração ao mercado de trabalho.

Este, foi um fator motivacional que a impulsionou a trabalhar especificamente com as vitimas do escalpelamento. A pedido de uma das meninas de apenas quatorze anos, escreveu uma carta a um programa de televisão e em seguida nasce a

“ORVAM”,

ONG DOS RIBEIRINHOS VITIMAS DE ACIDENTES DE MOTOR”.


A ORVAM, desde sua idealização, conta com o apoio da Prefeitura de Belém, que viabilizou o terreno para construção da sede. Desde então a ONG esta desenvolvendo atividades com uma equipe multidisciplinar, que são voluntários comprometidos com a missão institucional e social da ONG.

Qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo pode doar cabelos!
Basta entrar em contato com eles:

ORVAM
Avenida, João Paulo II, número 134
Bairro: Castanheira
Belém – Pará
CEP 66.645-240

www.orvam.org.br



SOLIDARIEDADE

O ser SOLIDÁRIO antepõe-se ao ser SOLITÁRIO.
Na verdade o mundo está cheio de pessoas solitárias.
Os famintos, os excluídos de toda ordem que não tem atenção, carinho, respeito, compreensão, são SOLITÁRIOS.
Uma solidão que gera dor, sofrimento, iniquidades.
Já tolerar, é aceitar é conviver com as diferenças. A riqueza da criação está justamente nas coisas distintas, nas escolhas diversas.
Ajustadas e aceitas as partes, o todo se renova e provoca novas e desafiadoras surpresas a cada momento.
Naturalmente implica em abdicar de posições próprias, definidas e excludentes. Mas esse é um exercício.
No entanto, como ser SOLIDÁRIO e se sentir feliz e realizado?

Basta entendermos que este é o melhor caminho para a reforma íntima, ou seja, para nos melhorarmos como seres humanos, para crescermos moralmente.
Embora a princípio ao sermos SOLIDÁRIOS, tenhamos a impressão de estar fazendo um favor a alguém que se encontra em condições inferiores as nossas, sejam de que tipo for; com a vivência e o exercício da SOLIDARIEDADE passamos a sentir e entender que fazer Caridade é muito mais do que isso.

Quantas vezes saí de minha casa aos sábados a tarde para me juntar a um grupo e visitar velhinhos em asilos. Pensava então; hoje vamos levar alegria a alguns velhinhos abandonados pela própria família, muitos deles sem receber sequer uma visita e ao retornar no fim da tarde vinha com o coração radiante e sempre impressionada com o carinho que recebia, e com a certeza de que não havia feito um favor e sim trocado experiências, recebido amor, carinho, aprendizado de vida; eu recebia sempre mais do que dava.
Hoje, trabalhando com gestantes e famílias, vibro ao pegar no colo os bebês fruto do nosso trabalho desde a gestação e que continuam fazendo parte no projeto, pois estamos tendo a oportunidade de levar a essas famílias orientações que podem ser muito valiosas em suas vidas e garanto que a sensação é muito boa.

A SOLIDARIEDADE faz muito bem, é muito prazerosa, é muito gratificante. Só quem a exercita pode entender.
Tente, faça, exercite, seja SOLIDÁRIO e não SOLITÁRIO.
Vera Moura (Volta Redonda - RJ)








Meu depoimento sobre o voluntariado
          Sempre digo que o mais importante na educação das pessoas, em geral, é o exemplo. Benjamin Franklin, o cientista e inventor americano disse uma vez: “Diga-me e eu esquecerei, mostre-me e talvez eu lembre, envolva-me e eu entenderei”. Assim é na vida. A gente só realmente aprende quando vê alguém fazendo.
          Comigo não foi diferente. Minhas lembranças em relação ao voluntariado e a caridade me reportam a infância, quando minha mãe levava suas três filhas pequenas, ao orfanato doar seus brinquedos velhos.
          Já mais adolescente a ajudei num trabalho social nas favelas de São Bernardo do Campo e o sentimento de ajudar o próximo ficou bem instalado em mim.
            Junte-se a isso duas lindas avós, uma que no natal organizava a entrega de centenas de cestas básicas em sua cidade e outra que tinha a meiguice e docilidade instalados profundamente em seu coração, dá pra perceber que o meu primeiro exemplo de voluntariado foi muito forte, não é?
          Mas aí veio o casamento, as filhas e durante alguns anos todo o voluntariado que pude fazer foi dentro da minha casa com meus próximos mais próximos.
          Depois de muitas mudanças acabamos chegando a Resende. Mudança meio que obrigada, resultou em mim uma pequena depressão que me trouxe dois nódulos na tireoide. Minha filha mais velha resolveu logo o problema e me matriculou num curso de massagem, que mais tarde se tornou minha profissão e me proporcionou a oportunidade de ajudar pessoas.
          Paralelo a isso, comecei a trabalhar no departamento de assistência social de uma entidade religiosa.
          Foram medicamentos mágicos. Os nódulos estabilizaram, a depressão sumiu e desde então minha vida é, literalmente, um mar de rosas. Com alguns espinhos, é claro, mas potencialmente um mar de rosas.
          Se o primeiro exemplo que me criou o vinculo com o voluntariado e a caridade foram minha mãe e minhas avós, o segundo foi uma amiga querida da entidade religiosa da qual faço parte. Ao visitar um asilo com o grupo, cheguei meio que sem jeito, sem saber o que fazer ou como fazer para ajudar aqueles carentes velhinhos.
          Olhei para a minha amiga e o exemplo calou fundo no meu coração. Ela estava simplesmente e calorosamente os cumprimentado. A cada um ela dava a mão e falava: E aí, como vai você?  Só isso... e o rosto dos idosos se resplandeciam de alegria.
          Aprendi naquele momento que ser voluntário, fazer a caridade não requer de nós nada. Nem forma física, nem títulos, nem sabedoria ou alguma técnica a ser aprendida. Precisa apenas de boa vontade e simplicidade.





          Tenho pra mim que quero ser uma velhinha, bem velhinha e ainda assim, ser uma voluntária da assistência social e raticar a caridade com simplicidade e boa vontade. Estou trabalhando para isso... Principalmente no que diz respeito a ficar velhinha hahahahahaha...
A propósito: M. Helena B. Baptistella é minha filha mais velha.
 

Nadir Oliveira Rocha, (61 anos) voluntária no CIRVA. Após uma separação traumática perdeu um pouco o sentido da vida. Que rumo tomar? O que fazer de minha vida? Foi quando conheceu o CIRVA e resolveu ajudar “um pouquinho”. E com esse pouquinho, que hoje lhe toma uma boa parte do dia, já se passaram 9 anos. Hoje sou outra pessoa. Sou psicologicamente equilibrada, amo a vida que tenho. Através do serviço voluntario tive a oportunidade de descobrir meu verdadeiro “EU”.

Maria Rosilda da Silva (58 anos), fundadora do CIRVA-Centro de Integração Reabilitação e Vivência do Autista (01/julho/ 1997). Voluntária há 22 anos. Começou na ACADAMI (Campinas) e conta o seguinte: uma noite a reunião na ACADAMI se estendeu até bem tarde e com isso eu perdi o último ônibus. Tive que me deslocar até outro ponto. Noite fechada, bairro mal afamado e eu completamente sozinha, no meio do mato. De repente das sombras surgi um homem. Completamente bêbado!!!
-A senhora está sozinha? Não tenha medo! Eu conheço toda a bandidagem deste lugar. São todos meus amigos. Portanto, eu estando aqui a senhora não corre perigo, hic!
Nunca rezei tanto como naquele momento!!!
Comecei a colocar em dúvida se valia a pena ser voluntária em um lugar tão distante de minha casa, afinal eu morava em Indaiatuba. Mas, continuei pois pensava em meu filho que tanto necessitava desse meu aprendizado.
Mas, valeu!!! E muito!!! Hoje administro o CIRVA, local no qual posso ensinar e ajudar outras famílias que tem a mesma finalidade que eu: proporcionar uma vida mais saudável e melhor aos portadores de deficiência.


Isac Nobre, cresceu em uma família acostumada a ajudar aos outros das mais diversas maneiras. Traz no sangue a herança de seus pais. Hoje, homem formado, pai de duas lindas crianças, estabelecido comercialmente, continua a fazer aquilo que aprendeu desde pequeno. Ajudar a quem precisa! Isac conta que fato que mais lhe marcou foi ter proporcionado ajuda social e jurídica a uma senhora, mãe de quatro filhos com problemas mentais. São seus amigos até hoje. Isac não é voluntário formal de nenhuma entidade, no entanto ajuda a todas. Durante anos ele me atendeu sempre que o procurava em nome de alguma entidade. Nunca precisei “implorar”, ao contrário ... tanto ele como sua esposa Silvana sempre me receberam de braços abertos. Tenho por eles um profundo respeito e uma eterna gratidão!

Benê, amiga e companheira de tantos e tantos eventos.
Benedita Ap. M. Garcia junto com seu esposo Francisco Garcia (Sr. Chico, que    infelizmente já nos deixou ... mas deixou em seu lugar um rastro de saudades e carinhosas lembranças) há 11 anos atrás receberam a visita de Janete     Rodrigues que pedia para usar o sítio em seu Almoço Italiano. E, assim tem sido até hoje. Três vezes no ano o Sitio Olho D’Água serve de palco para os famosos almoços do Lar S. Francisco. Nesses anos todos Dna Benê e o Sr. Chico receberam cortesmente os convidados, brindando a todos com uma incansável atenção.  Não posso deixar de citar o companheirismo de suas filhas: Cristina que se encarrega de supervisionar o andamento dos eventos. Regina que se encarrega sempre de arranjar brindes extras, alem de monitorar a diversão das crianças. Ângela, fotógrafa profissional que se encarrega de fotografar tudo e todos: não perde um detalhe!


Psicopedagoga Rosa M. dos Santos, carinhosamente chamada de Rosinha. Pequena, miúda, frágil. Frágil? Ledo engano!!! De fragilidade ela não tem absolutamente nada. È muito mais potente do que se pode imaginar. Anos e anos batalhando com crianças especiais. Jovem ainda tomou a maior resolução de sua vida: trabalhar com crianças especiais! Segundo uma professora da faculdade “ela iria se sentir eternamente frustrada. Voce vai ensinar, ensinar e eles não vão aprender”. E a resposta da Rosinha foi: “sim, mas quando aprenderem uma pequenina coisa vai ser uma alegria imensa. Vou me sentir nas nuvens”!!!
Após 25 anos de magistério, aposentada, decidiu então se ocupar apenas com algumas crianças. Mas... começou com duas crianças que logo se transformaram em dez, em doze, vinte. Foi quando, junto com os pais resolveram criar uma ONG, para que ficasse tudo regularizado e pudesse ser mais desenvolvido. E, assim nasceu o CIASPE- Centro de Inclusão e Assistência às Pessoas com Necessidades Especiais 
Rosinha conta que em um dos colégios em que trabalhou havia uma classe especial que todos chamavam de classe “dos louquinhos”. O próprio diretor quando a conheceu duvidou de sua capacidade. Afinal, eram crianças problemáticas e ela tão pequena e frágil (?) não daria conta. Segundo as palavras do diretor era a última tentativa. Caso não desse certo ele fecharia “aquela porcaria”. Bem se vê que ele não conhecia nossa amiga Rosinha. Nessa classe havia um garoto vindo de uma favela, criado por uma família desestruturada e que aprontava todas. Já havia sido expulso de várias escolas. Damião era desafiador, malcriado e bastante agressivo. Mas, alguma coisa incomodava Rosinha. Ela sentia que precisava achar uma brecha e chegar até o íntimo dele.  Foi quando resolveu questionar mais a fundo. A princípio ele foi atrevido, gritava, esperneava até que Rosinha agarrou-o fortemente pelos braços para que ele se acalmasse. Nesse instante ele começou a chorar convulsivamente e a gritar: “eu não presto, eu não presto, eu sei que não presto. Todo mundo fala isso para mim”. Com paciência, carinho e chorando também Rosinha foi acalmando Damião enquanto dizia: “eu gosto tanto de você e quero provar a todos que você presta e muito; que você é uma boa pessoa”.
Depois disso houve recaídas e recaídas, mas Damião se transformou para melhor. Passou a confiar em Rosinha e terminou o ano alfabetizado.  Aprendeu a ler e escrever inclusive tornou-se menos agressivo.
Para terminar nossa história, o mesmo diretor não fechou a sala “dos louquinhos” (como ele dizia), ao contrário... abriu mais duas!!!

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